segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Melhor leal do que fiel...


Estava entediada. Não porque eram 7h, mas, pelo simples fato de que, acordar todos os dias ao lado da mesma pessoa a fizera cansar. Sabe como é, era considerada uma pessoa de pouca aptidão para a rotina. Seus relacionamentos eram o que se poderiam chamar de "flexíveis". Amava conhecer gente nova, mas as amizades que tinha há tempos procurava manter. era o seu conforto, a sua paz, o seu refúgio e a sua razão. Mas estava entediada.


Se olhou no espelho e viu no reflexo uma mulher cansada. "Três semanas seguidas com a mesma pessoa ao lado. Impossível", pensara. De relance, via o 'ser' se espreguiçar na cama e soltar um sonoro 'Bommm Dia'. Retribuiu o gesto com um gelado "Dia" e um sorrisinho de canto. "Isso não foi nada educado, garota", pensou. Juro que pensou isso.Naquele momento seu celular tocou. Era uma mensagem de um cara que não via a tempos. Olhou para o celular e para o cara que insistia em ficar no quarto e disse. Uau! Que dia! "Que vaca, você", resmungava para si em seus pensamentos.

Durante o dia ficou remoendo a dúvida. Retorno? Vou ao encontro? Faço de conta que não li. Foi então que duas mulheres recém saídas da academia passaram por ela e, durante a conversa, disseram: Prefiro ser leal, do que fiel. A outra, no mesmo instante completara: "Amiga, nunca trair em um relacionamento é a mesma coisa que não tomar um sorvetinho durante a dieta, vai lá boba.


Diante de tantos 'sinais' correu para o celular e decidiu que mandaria a mensagem para marcar o "encontro secreto". Neste instante ouviu um cansado "Bip", a bateria do dito cujo tinha acabado...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Benegripe...

Era feriado. Ao menos para bastante gente, aquela data, se resumia a ressaca, descanso, coca-cola e muita festa - ainda. Mas para ela, talvez não. Sabe, não que isso seja de todo ruim, pensava. Afinal, o dia estava fadado ao que mais gostava de fazer nos últimos tempos: escrever. Nossa e; como gostava. As palavras brincavam ao redor dela. Entre uma entrevista e outra ela já imaginava como poderiam ligá-las e transformá-las em um só assunto. Sim, o 1º dia do "Ano Novo" dela seria aquele. Novas palavras, novos assuntos. Novo, assim como todos os dias. Um "renew" e tanto, para a alma.
Porém algo de errado rondava o ar. E não tinha nada a ver com os míseros 40 minutos que dormira naquela madrugada. Não acredito, pensava no auge das 18h daquele longo dia. Era uma gripe. Aquela que prometia se alastrar.
Às 20h já não sentia os dedos baterem sutilmente no teclado. Às 22h se encerrava o expediente. No outro dia, às 8h custou a levantar para ir ao trabalho. Ao meio-dia a febre a corroía e o tempo parecia não render. Não deu outra: uma caixa de lenços, outra de resfenol e mais dois bons DVD's a acompanharam nesta "bela folga". A primeira folga do ano. Claro, com tudo isso, a torcida de que o fato só aconteça esta única vez, nos mais 360 e poucos dias que prometem deste singelo 2009 que ainda tem muito por vir.

P.S.: O melhor remédio - para esta cura - foi a grande recepção do seu pequeno vira-lata quando ele a viu novamente no quintal, depois de longas 24h acamada. Se ela soubesse... Não teria demorado tanto a levantar...