quarta-feira, 14 de abril de 2010

Explicações didáticas...

A professora - de uma Escola Municipal - (aquela mesma que tem tanto amor por aquilo que faz que não vê a hora de se aposentar) - gritava estridente entre a criançada:
- ATENÇÃOOOO! OS MENINOS DESTE LADO E, AS MENINAS, DO OUTRO. VAMOS FORMAR DUAS FILAS!
Então, mais que prontamente, os cuti-cutis se postam em duas filas. No entanto, um deles vai para o lado errado (?) e, assim, a professora (sempre muito atenta e didática) questiona:
- O QUE É QUE VOCÊ FAZ AÍ! O QUE VOCÊ É?
- Eu não seiii, profeeee (responde a criatura de forma chorosa).
- DIGA, O QUE VOCÊ É?, (questiona novamente a criatura mestre)
- EU SOU PEQUENOOOOOOO!! (Não titubeia o menino...)
- (pausa) VAI PRA OUTRA FILA, VOCÊ É MENINO!!!
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E assim, a jovem criatura descobriu seu gênero! Bacaninha, néé (sic)??
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Irrá!

domingo, 11 de abril de 2010

Alô?

Quando surgiu a febre do celular entre o povo da escola, só queria um que tivesse a super lanterna.
Depois, tirava vantagem aquele que tinha os de telas azul ou laranja.
Aí vieram os minis. Após, os macros. Uau daquele que tivesse o V3!
Então, o aparelho que "conectava" o MSN. Agora, tem o que twitta. Hoje, justamente hoje, só queria um mesmo que tivesse sinal decente de torre! Obrigada TIM! Obrigada Oi!
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Beijonãomeliga!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

1,2,3 e...

O cabelo liso, escorrido (feito um macarrão cozido al dente) e comprido a fazia refletir em frente ao espelho. Cortar ou não? Eis a questão. Sentiu medo. Não da tesoura, mas do que aquele instrumento de metal faria com o visual tão comum, tão... tão, tão.
Então, ela lembrou de quando tinha medo de escuro e, mesmo assim, contava até três e encarava o corredor.
Também recordou de quando teve medo de arrumar as malas e mudar para uma cidade só 100 vezes maior que a dela, mesmo assim, contou até três e cumpriu a tarefa.
Em seguida, depois de algum tempo, veio o medo de voltar para sua cidade "natal" e recomeçar um novo negócio... Enfrentar? 1,2, 3 e já!
Aí vieram os "nãos" e o medo de continuar naquilo que sempre considerou um sonho. A resposta em três segundos: continue, sim, continue.
Aí a tesoura rangeu e, ao fundo, uma voz suave dizia: Então, querida? Ela respirou, voltou para sua sã consciência e não teve mais nenhuma dúvida... 1, 2 e 3..!
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De repente é por aí que a gente vê que não importa se aquela decisão tiver efeito imediato ou resultado depois de muito tempo, o que vale é ter um "cisco" de consciência nestes três segundos tão rápidos e, simultaneamente, tãooo longos... Blz?