Aqueles passos de tamanho 36 nunca estiveram tão calejados e, ao mesmo tempo, felizes. Há anos essa sensação de bem-estar não aparecia de forma tão... tão... tão! Estava feliz. Feliz pelas conquistas, feliz pelo trabalho, feliz pelos relacionamentos afetivos, feliz porque há, pelo menos 30 dias seu horóscopo dizia que o domínio estava com ela. Ora, uma massagem no ego de um leonino típico.
Os passinhos acompanhados de um ritmo direcionado pelo salto 15 (afinal, o 1 metro e 60 centrímetros e meio de altura não colaboram muito para conversas téte-à-téte) eram rápidos e marcantes. Gostava do som, parecia dança.
Assim como as palavras que a rondam o dia todo. Vez em quando, ao parar e pensar as palavras começam a flutuar em sua frente e a pequenina vai pescando algumas para transcrever. Não importa o meio: guardanapo usado, a camiseta velha da caminhada, o celular, o braço do melhor amigo e a coleira do cachorro.
Frases e versinhos que ela faz questão que fiquem por aí: no guardanapo recolhido pelo garçom (que talvez vá para o lixo, mas vai que a reciclagem pega e alguém fica bem ao ler aquilo), a camiseta velha que retornará à cor normal graças ao poder do alvejante, o celular que um dia, fatalmente, me pedirá para excluir algumas (memória cheia), o braço do melhor amigo que será lavado (ainda bem, pois esta é uma terra Tropical) e a coleira do cachorro (a cada semana uma se vai, se fossem colares de pérola jamais aconteceria).
Então é isso. Talvez os passinhos 36 não tenham pisado muito por aqui, mas eles estão por aí... Em alguns destes lugares e tantos outros mais...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
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