Ok. ok. Mas algo a incomodava. O computador sequer dava sinal de vida. Nem uma piscadinha na CPU. Tentou de tudo. Controlava o nervosismo. Afinal, as pautas corriam - mais devagar que o tempo - ai, socorro, pensava. Ligou para um técnico em informática. Depois de cinco minutos - de dizeres difíceis e códigos que, se duvidar, nem ele entendia - ele solta a pergunta: Você tem certeza que há energia?
Ela pensou, respirou e "Sim. Tanto é que a luz do monitor acende e do teclado também", disse. O técnico - duvidando da integridade neurológica da pessoa que estava do outro lado da linha - perguntou novamente, de maneira diferente: Atrás do CPU tem um fio. Aquilo é tomada. Este fio está ligado em uma fonte de energia? Nessa hora, dava pra ver nos olhos da garota, 414 tipos de dor de barriga de raiva. Mas, sem descer do salto, ela disse: Sim. (respirou). Obrigada, mas já verifiquei. Acredito que este não seja o problema. "Então, não sei o que é", disse o técnico em informática.
Desligou o telefone. O riso na redação contaminou a 'geral'. Era só o que me faltava, olhava para os colegas e sorria.
Depois disso, tirou uma lição: vai parar de trabalhar e começar a ganhar dinheiro. Um dia talvez largue o jornalismo e vire "técnica em informática".

3 comentários:
Ahhh, lembrei um minha na Lidea. Quando eu tb desesperada, tinha esquecido de desligar o monitor.
hauahuah
é minha filha. Em nossos tempos, o computador pára e pensamos que foi nosso coração...
obiiiiliii!!!
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