domingo, 29 de março de 2009

Lei da natureza dos ônibus n.º 2: cuidado com as curvas



Estava exausta. Era chegada a sexta-feira: dia de acordar 5h30, sair correndo, pegar ônibus, ir ao trabalho, sair correndo, pegar ônibus e viajar mais de 300 quilômetros. Tudo bem, eram só mais 15 meses, pensava.

Como companheiros da viagem, um pequeno aparelho com capacidade para músicas e filmes, fones de ouvido, paciência, a poltrona número 23 (porque era do lado da janela e, dificilmente, algum homem iria pegar a número 24 - segundo a guichê da companhia de ônibus - que já se tornara "suuper amiga") e as meias em formato de sapatilhas tamanho 36. Mas nem sempre a teoria dava certo.

Em uma dessas "trilhas" ela, ao visualizar sua poltrona cativa, viu um senhor de seus 50 e poucos anos na... 24. Ok, nem toda teoria vale na prática 100%, sorriu internamente.A viagem começava.

Mesmo com os fones nos ouvidos, o senhor insistia em puxar assunto com ela. Sorria, dizia um breve, mas não menos simpático, "aham" e aumentava o volume dos fones.Mesmo assim, o tocômetro que era bom, nada.

De cutucões no braço, acompanhadas de perguntas iniciadas pela expressão "Oooo, você..." ele insistia.Com voz de locutor de rádio e pose de coruja em filme de terror, o "mocinho de 50 anos" era só galanteios. "O que fiz pra merecer isso?", pensava a menina.

Não mais que de repente, em uma das muitas curvas do trajeto, a resma de papel que estava no bagageiro aberto (situado acima dos bancos) caiu no colo do garotão meia idade. Sim, atingindo bem lá onde você deve ter pensado.Um gritinho nada "masculino e vigoroso" saiu de suas cordas vocais.

Apesar dos 2 segundos de susto, o riso tomou conta dos mais 39 passageiros, inclusive da mocinha que estava ao lado, sem paciência. "TIOOOOOOOOOOO, machucou????"....E ele não abriu mais a boca até o fim do trajeto, o qual levou mais uma hora e meia. Viagem, longa. Para ele, claro.

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Coruja deve ter cuidado ao voar pelas montanhas para não virar canarinho.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lei da natureza dos ônibus n.º 1: Seja gentil...

Ônibus lotado. Aquele era o cenário de todos os dias. Apesar de começar a trabalhar somente por volta das 9h, sua rotina começava cedo: as 7h. Ai dela, se atrasasse um minuto a mais. Certeza de que chegaria muito mais tarde do que imaginava. Afinal, em questão de segundos a fila imensa para entrar no coletivo aumentava... metros... Acompanhado disso, o barulho do freio parecia atiçar a todos, o empurra-empurra contaminava a "geral".
Tudo bem, pensava. Um dia isso vai acabar, mantinha a esperança. Apesar de tudo, ela era gentil. Um poço de gentileza.
Pela primeira vez, em semanas, ela conseguira um assento. Sim, grande vitória, garota! Um assento, sem ser destinado à classe especial. Um assento cinza, um assento para todos, um assento disponível! Deliravaaaaaa de alegria.
Então, mais que de repente, apareceu uma garota. Não nova, nem velha. Em seu colo, uma manta cobria um corpo. A cara de cansaço dela tomava conta da cena. Ok, ok, o importante é ser gentil. Vou dar meu lugar para ela e o bebê, coitada, sorria feito uma madre.
Nisso, a mulher toda agradecida... Senta-se, feliz, com cara de espertona. Então, "o bebê" enrolado na manta era um cachorro. Um cachorro que teve a idéia de latir, latir para a pessoa gentil e arreganhar os dentes.
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Não importa o que aconteça, seja gentil...

****Dedicado ao amigo, Luiz Otavio... Otavio, sem acento e assento mesmo...****

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre a demência...




Quinta-feira, 20h30, fim de expediente.

CASO 1

Fulana:
Onde você vai?
Ciclana:
Abastecer o carro
Fulana:
Em qual posto?
Ciclana:
O de sempre
Fulana:
Quem abastece o carro para você?
Ciclana:
O garçom da gasolina.
Fulana:
Silêncio mortal. Acompanhado de um prolongado riso.

CASO 2

Fulana:
Pega a coisa no negócio?
Ciclana, sem pensar, vai lá e pega.

100% demência. Sem dúvida.

***Como diria o slogan da Skol (a qual, depois de muito trabalho, nem se lembra mais qual é o gosto da referida bebida): “O importante é rir da vida!”. Adoro e tudo mais!***

quarta-feira, 11 de março de 2009

Efeito placebo...


Era para ser somente uma viagem de fim de semana. A coisa ficou bem mais séria do que se imaginava. Afinal, a vontade de se ver sempre fez com que aquilo se tornasse quase um placebo com efeito. Talvez, o grande mal do todo não fosse o caso dele ter uma namorada, mas sim, do "dono da locomotiva" esperar que um dia a "co-maquinista" alertasse para quando a situação "saísse dos trilhos".

Apesar da maria fumaça ter feito alarde entre uma curva e outra, parece que os sinais não foram suficientemente bons para o dono da locomotiva perceber que a viagem se depararia com dois caminhos: ela ou a outra. No caso, a matriz e a filial.E, não mais que de repente, a co-pilota o colocou em xeque: ou vai ou... vai? Isso mesmo.Ele freou, pensou e está traçando planos. Ainda há tempo, não tem trem vindo atrás. Ao menos, por enquanto....

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Regra número 1: mulheres que se acham seguras, têm medo e uma esperança latente em dizer para si - se acalme, se acalme. Tudo está sob meu controle.

Regra número 2: homens acreditam em mulheres que se acham seguras.

Regra número 3: revistas femininas e comédias românticas são grandes aliadas... dos homens.