Ônibus lotado. Aquele era o cenário de todos os dias. Apesar de começar a trabalhar somente por volta das 9h, sua rotina começava cedo: as 7h. Ai dela, se atrasasse um minuto a mais. Certeza de que chegaria muito mais tarde do que imaginava. Afinal, em questão de segundos a fila imensa para entrar no coletivo aumentava... metros... Acompanhado disso, o barulho do freio parecia atiçar a todos, o empurra-empurra contaminava a "geral".
Tudo bem, pensava. Um dia isso vai acabar, mantinha a esperança. Apesar de tudo, ela era gentil. Um poço de gentileza.
Pela primeira vez, em semanas, ela conseguira um assento. Sim, grande vitória, garota! Um assento, sem ser destinado à classe especial. Um assento cinza, um assento para todos, um assento disponível! Deliravaaaaaa de alegria.
Então, mais que de repente, apareceu uma garota. Não nova, nem velha. Em seu colo, uma manta cobria um corpo. A cara de cansaço dela tomava conta da cena. Ok, ok, o importante é ser gentil. Vou dar meu lugar para ela e o bebê, coitada, sorria feito uma madre.
Nisso, a mulher toda agradecida... Senta-se, feliz, com cara de espertona. Então, "o bebê" enrolado na manta era um cachorro. Um cachorro que teve a idéia de latir, latir para a pessoa gentil e arreganhar os dentes.
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Não importa o que aconteça, seja gentil...
****Dedicado ao amigo, Luiz Otavio... Otavio, sem acento e assento mesmo...****
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Um comentário:
ahauhauahuah!!!!
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