segunda-feira, 5 de abril de 2010

1,2,3 e...

O cabelo liso, escorrido (feito um macarrão cozido al dente) e comprido a fazia refletir em frente ao espelho. Cortar ou não? Eis a questão. Sentiu medo. Não da tesoura, mas do que aquele instrumento de metal faria com o visual tão comum, tão... tão, tão.
Então, ela lembrou de quando tinha medo de escuro e, mesmo assim, contava até três e encarava o corredor.
Também recordou de quando teve medo de arrumar as malas e mudar para uma cidade só 100 vezes maior que a dela, mesmo assim, contou até três e cumpriu a tarefa.
Em seguida, depois de algum tempo, veio o medo de voltar para sua cidade "natal" e recomeçar um novo negócio... Enfrentar? 1,2, 3 e já!
Aí vieram os "nãos" e o medo de continuar naquilo que sempre considerou um sonho. A resposta em três segundos: continue, sim, continue.
Aí a tesoura rangeu e, ao fundo, uma voz suave dizia: Então, querida? Ela respirou, voltou para sua sã consciência e não teve mais nenhuma dúvida... 1, 2 e 3..!
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De repente é por aí que a gente vê que não importa se aquela decisão tiver efeito imediato ou resultado depois de muito tempo, o que vale é ter um "cisco" de consciência nestes três segundos tão rápidos e, simultaneamente, tãooo longos... Blz?

3 comentários:

Unknown disse...

E não importa o quão doloroso foi perder as mechas né? A massagem na cabeça com aquele shampoo cheiroso vai terminar o serviço.

1, 2, 3 e já!
"Tamos" juntos Mi!

Sucesso!

Mi Matsuo disse...

Verdade! Pq., mesmo difícil, vivenciar novos penteados é tãooo bommmm. hahaha. Bjoss, Allan!!

Lucacheco disse...

eu nao entendi