segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Salto 15

Aqueles passos de tamanho 36 nunca estiveram tão calejados e, ao mesmo tempo, felizes. Há anos essa sensação de bem-estar não aparecia de forma tão... tão... tão! Estava feliz. Feliz pelas conquistas, feliz pelo trabalho, feliz pelos relacionamentos afetivos, feliz porque há, pelo menos 30 dias seu horóscopo dizia que o domínio estava com ela. Ora, uma massagem no ego de um leonino típico.

Os passinhos acompanhados de um ritmo direcionado pelo salto 15 (afinal, o 1 metro e 60 centrímetros e meio de altura não colaboram muito para conversas téte-à-téte) eram rápidos e marcantes. Gostava do som, parecia dança.

Assim como as palavras que a rondam o dia todo. Vez em quando, ao parar e pensar as palavras começam a flutuar em sua frente e a pequenina vai pescando algumas para transcrever. Não importa o meio: guardanapo usado, a camiseta velha da caminhada, o celular, o braço do melhor amigo e a coleira do cachorro.

Frases e versinhos que ela faz questão que fiquem por aí: no guardanapo recolhido pelo garçom (que talvez vá para o lixo, mas vai que a reciclagem pega e alguém fica bem ao ler aquilo), a camiseta velha que retornará à cor normal graças ao poder do alvejante, o celular que um dia, fatalmente, me pedirá para excluir algumas (memória cheia), o braço do melhor amigo que será lavado (ainda bem, pois esta é uma terra Tropical) e a coleira do cachorro (a cada semana uma se vai, se fossem colares de pérola jamais aconteceria).

Então é isso. Talvez os passinhos 36 não tenham pisado muito por aqui, mas eles estão por aí... Em alguns destes lugares e tantos outros mais...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Explicações didáticas...

A professora - de uma Escola Municipal - (aquela mesma que tem tanto amor por aquilo que faz que não vê a hora de se aposentar) - gritava estridente entre a criançada:
- ATENÇÃOOOO! OS MENINOS DESTE LADO E, AS MENINAS, DO OUTRO. VAMOS FORMAR DUAS FILAS!
Então, mais que prontamente, os cuti-cutis se postam em duas filas. No entanto, um deles vai para o lado errado (?) e, assim, a professora (sempre muito atenta e didática) questiona:
- O QUE É QUE VOCÊ FAZ AÍ! O QUE VOCÊ É?
- Eu não seiii, profeeee (responde a criatura de forma chorosa).
- DIGA, O QUE VOCÊ É?, (questiona novamente a criatura mestre)
- EU SOU PEQUENOOOOOOO!! (Não titubeia o menino...)
- (pausa) VAI PRA OUTRA FILA, VOCÊ É MENINO!!!
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E assim, a jovem criatura descobriu seu gênero! Bacaninha, néé (sic)??
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Irrá!

domingo, 11 de abril de 2010

Alô?

Quando surgiu a febre do celular entre o povo da escola, só queria um que tivesse a super lanterna.
Depois, tirava vantagem aquele que tinha os de telas azul ou laranja.
Aí vieram os minis. Após, os macros. Uau daquele que tivesse o V3!
Então, o aparelho que "conectava" o MSN. Agora, tem o que twitta. Hoje, justamente hoje, só queria um mesmo que tivesse sinal decente de torre! Obrigada TIM! Obrigada Oi!
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Beijonãomeliga!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

1,2,3 e...

O cabelo liso, escorrido (feito um macarrão cozido al dente) e comprido a fazia refletir em frente ao espelho. Cortar ou não? Eis a questão. Sentiu medo. Não da tesoura, mas do que aquele instrumento de metal faria com o visual tão comum, tão... tão, tão.
Então, ela lembrou de quando tinha medo de escuro e, mesmo assim, contava até três e encarava o corredor.
Também recordou de quando teve medo de arrumar as malas e mudar para uma cidade só 100 vezes maior que a dela, mesmo assim, contou até três e cumpriu a tarefa.
Em seguida, depois de algum tempo, veio o medo de voltar para sua cidade "natal" e recomeçar um novo negócio... Enfrentar? 1,2, 3 e já!
Aí vieram os "nãos" e o medo de continuar naquilo que sempre considerou um sonho. A resposta em três segundos: continue, sim, continue.
Aí a tesoura rangeu e, ao fundo, uma voz suave dizia: Então, querida? Ela respirou, voltou para sua sã consciência e não teve mais nenhuma dúvida... 1, 2 e 3..!
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De repente é por aí que a gente vê que não importa se aquela decisão tiver efeito imediato ou resultado depois de muito tempo, o que vale é ter um "cisco" de consciência nestes três segundos tão rápidos e, simultaneamente, tãooo longos... Blz?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Frases prontas...

1 - Opa, beleza?
2 - Beleza e aí?
1 - Oo, beleza.
2 - E as novidades?
1- Pá, nenhuma. Tudo na mesma. E você?
2- Idem, cara. Acredita?
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O assunto encerrou por ali. Tudo culpa de um grilo chato que insisitia em orquestrar o tom da noite.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Melhor do que ganhar na Mega-sena é...



Cinema lotado. Você, óbvio, escolheu JUSTAMENTE sentar na poltrona do meio. Claro. Gente dum... "dum lado, dum outro". Gente-dum-pra-tudo-quanto-é-lado. De repente, seu celular toca. Hora de resolver problemas, você precisa atender, tem que sair. Mas como? Se abaixa e fala. A vergonha é tanta que você clama e agradece pela escuridão da sala.
O filme começa. Que beleza, o ar condicionado no máximo. Aquarius no fim. Vontade IMENSA de fazer xixi. O cerco aperta, literalmente.
M1 - Quanto tempo ainda tem esse filme?
M2 - Duas horas e quinze minutos.
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Sonhar com Urina significa... (segundo, site especializado)
Estar urinando: fim de dificuldades.
Ver alguém: vencerá grande obstáculo.
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Depois daquele tempo todo, ao encontrar uma casinha, ela ficou feliz. Tão feliz, tão feliz e aliviada. Mega-sena era fichinha nessas horas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Diretamente de um planeta distante...



Ao transitarem por uma rua de Toledo, em um bairro próximo ao Centro...
JF - Nossa, o que é isso?
M - Uma vaca [pausa]. Você nunca viu?
JF - Nunnnnnnnnncaaa. Que linda! Que linda! [saltitos desesperados]
M - [cara de espanto].
JF - E as pessoas criam isso dentro da cidade?
M - Sim. Aqui, o que não é normal é ter cachorro ou gato em casa. As vacas adestradas são muito mais amigas, leais e metem sustos nos ladrões com seus mugidos e mordidas.
JF - Que super, super, mais que demais. Preciso levar essa ideia pra Curitiba.
[pausa, longa pausa]
M - Você não acreditou, não é?
JF - Ahhhh, não? [decepção]
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Próxima parada, Marte. Desembarque pelo portão 5.
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[P.S.] Só pra constar: mordida de vaca doi pra caramba! hahaha.

domingo, 15 de novembro de 2009

...Gracinha...

"Li todinho seu blog e virei seu seguidor". Uma frase bem bonitinha para se ouvir em uma festinha de sexta-feira.
Obrigada, Alex. Sê bem-vindo!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Há quase um ano...

"Poutz, estou tão cansado que nem vou pra facul hoje"...
"É uma boa, não fique se forçando"...
"Ah, mas acho que preciso ir. Algo me incomoda. Beijos, bom final de semana e bom feriado. Qualquer coisa te ligo"...
...Offline...
Não deu tempo nem de dizer que ele foi muito importante nas minhas decisões. Que ele era a minha raiva e a minha consideração. Mas ele sabia, um grande amigo. Isso tinha certeza.
Pena, ele não ligou mais...
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E, naquele dia, choveu muito. Como há tempos não acontecia. O céu estava assim, nostálgico e choroso...
Um fato lembrado, pq, neste dia - menos de 24h para ser um ano - eu só queria dizer que...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Amor, abaixa a TV e ouve isso...




D - Vizi, oi! [Cara de feliz]
M - Oi! [Cara de espantada]
D - Me conta, do que você estava rindo sábado à noite?
M - [espanto], ahn...
D - Sabe o que é? Achei tão boa tua risada que até pedi pro [sic] meu marido abaixar o som da TV pra gente ouvir.
M - HAHAHAAHAHAHAHA
D - Essa mesma!
M - Ahn, obrigada, mas não me recordo - MESSSMO - do que estava rindo naquela noite. De qualquer forma, se lembrar, te conto depois. [Piscadinha sem noção/tic tic nervoso!]. HAHAHAHAHA.
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Lição do dia: Olhaaaaa, um peixe palhaço!!!! Conta uma piada?
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Bjo!

Tem dia que é de noite...

A pior coisa é acordar atrasada. A cereja do bolo é bater o dedo 'mindinho' do pé (sinceramente, sei lá como se nomeia aquele ser do canto do seu membro inferior direito que só serve pra dar calo e 'topar' com canto de mesa/cadeira/sofá).
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Tudo bem, tudo bem... Porque sempre tem um cafézinho esperto esperando pela minha pessoa. Nem ligo pra cereja de bolo mesmo! O recheio do dia me basta. E como!
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Enfim, fim.

domingo, 25 de outubro de 2009

Queria ouvir que...

Se gosto de sair? É óbvio. E muito. Pena que tem dias que dá uma preguiça do Totó! Hoje me perguntaram qual era a melhor balada de SC. Fugindo dos tradicionais 'top top' lembrei direto e certeiro do Café do Sol. As melhores risadas, as melhores músicas e a melhor vista das luzes na Lagoa da Conceição.
Na verdade, na verdade, a minha parte preferida. Talvez seria por isso que gostava de ir àquele lugar, praticamente, todos os fins de semana.
Qual foi a cara de espanto de quem me questionou. No entanto, o desfecho da conversa foi o mais engraçado de todos. Ao melhor estilo REVOLTEI, a segunda pessoa em 'questã' respondeu: "sempre esqueço do seu grau autista. Dá licença". Lição de hoje: se já sabe a resposta porque pergunta, oras. hahaha.
Beijonãomeliga.

domingo, 18 de outubro de 2009

Pé a pé

Os sapatinhos 36 voltaram a percorrer as ruas...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

No guarda-roupa...

Em que lugar estariam os sapatinhos 36?
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Talvez, bem escondidinhos, dentro de uma mala qualquer no guarda-roupa. Quando der sol novamente, eles voltam a calçar aqueles pés com dedos longos...
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domingo, 29 de março de 2009

Lei da natureza dos ônibus n.º 2: cuidado com as curvas



Estava exausta. Era chegada a sexta-feira: dia de acordar 5h30, sair correndo, pegar ônibus, ir ao trabalho, sair correndo, pegar ônibus e viajar mais de 300 quilômetros. Tudo bem, eram só mais 15 meses, pensava.

Como companheiros da viagem, um pequeno aparelho com capacidade para músicas e filmes, fones de ouvido, paciência, a poltrona número 23 (porque era do lado da janela e, dificilmente, algum homem iria pegar a número 24 - segundo a guichê da companhia de ônibus - que já se tornara "suuper amiga") e as meias em formato de sapatilhas tamanho 36. Mas nem sempre a teoria dava certo.

Em uma dessas "trilhas" ela, ao visualizar sua poltrona cativa, viu um senhor de seus 50 e poucos anos na... 24. Ok, nem toda teoria vale na prática 100%, sorriu internamente.A viagem começava.

Mesmo com os fones nos ouvidos, o senhor insistia em puxar assunto com ela. Sorria, dizia um breve, mas não menos simpático, "aham" e aumentava o volume dos fones.Mesmo assim, o tocômetro que era bom, nada.

De cutucões no braço, acompanhadas de perguntas iniciadas pela expressão "Oooo, você..." ele insistia.Com voz de locutor de rádio e pose de coruja em filme de terror, o "mocinho de 50 anos" era só galanteios. "O que fiz pra merecer isso?", pensava a menina.

Não mais que de repente, em uma das muitas curvas do trajeto, a resma de papel que estava no bagageiro aberto (situado acima dos bancos) caiu no colo do garotão meia idade. Sim, atingindo bem lá onde você deve ter pensado.Um gritinho nada "masculino e vigoroso" saiu de suas cordas vocais.

Apesar dos 2 segundos de susto, o riso tomou conta dos mais 39 passageiros, inclusive da mocinha que estava ao lado, sem paciência. "TIOOOOOOOOOOO, machucou????"....E ele não abriu mais a boca até o fim do trajeto, o qual levou mais uma hora e meia. Viagem, longa. Para ele, claro.

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Coruja deve ter cuidado ao voar pelas montanhas para não virar canarinho.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lei da natureza dos ônibus n.º 1: Seja gentil...

Ônibus lotado. Aquele era o cenário de todos os dias. Apesar de começar a trabalhar somente por volta das 9h, sua rotina começava cedo: as 7h. Ai dela, se atrasasse um minuto a mais. Certeza de que chegaria muito mais tarde do que imaginava. Afinal, em questão de segundos a fila imensa para entrar no coletivo aumentava... metros... Acompanhado disso, o barulho do freio parecia atiçar a todos, o empurra-empurra contaminava a "geral".
Tudo bem, pensava. Um dia isso vai acabar, mantinha a esperança. Apesar de tudo, ela era gentil. Um poço de gentileza.
Pela primeira vez, em semanas, ela conseguira um assento. Sim, grande vitória, garota! Um assento, sem ser destinado à classe especial. Um assento cinza, um assento para todos, um assento disponível! Deliravaaaaaa de alegria.
Então, mais que de repente, apareceu uma garota. Não nova, nem velha. Em seu colo, uma manta cobria um corpo. A cara de cansaço dela tomava conta da cena. Ok, ok, o importante é ser gentil. Vou dar meu lugar para ela e o bebê, coitada, sorria feito uma madre.
Nisso, a mulher toda agradecida... Senta-se, feliz, com cara de espertona. Então, "o bebê" enrolado na manta era um cachorro. Um cachorro que teve a idéia de latir, latir para a pessoa gentil e arreganhar os dentes.
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Não importa o que aconteça, seja gentil...

****Dedicado ao amigo, Luiz Otavio... Otavio, sem acento e assento mesmo...****

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre a demência...




Quinta-feira, 20h30, fim de expediente.

CASO 1

Fulana:
Onde você vai?
Ciclana:
Abastecer o carro
Fulana:
Em qual posto?
Ciclana:
O de sempre
Fulana:
Quem abastece o carro para você?
Ciclana:
O garçom da gasolina.
Fulana:
Silêncio mortal. Acompanhado de um prolongado riso.

CASO 2

Fulana:
Pega a coisa no negócio?
Ciclana, sem pensar, vai lá e pega.

100% demência. Sem dúvida.

***Como diria o slogan da Skol (a qual, depois de muito trabalho, nem se lembra mais qual é o gosto da referida bebida): “O importante é rir da vida!”. Adoro e tudo mais!***

quarta-feira, 11 de março de 2009

Efeito placebo...


Era para ser somente uma viagem de fim de semana. A coisa ficou bem mais séria do que se imaginava. Afinal, a vontade de se ver sempre fez com que aquilo se tornasse quase um placebo com efeito. Talvez, o grande mal do todo não fosse o caso dele ter uma namorada, mas sim, do "dono da locomotiva" esperar que um dia a "co-maquinista" alertasse para quando a situação "saísse dos trilhos".

Apesar da maria fumaça ter feito alarde entre uma curva e outra, parece que os sinais não foram suficientemente bons para o dono da locomotiva perceber que a viagem se depararia com dois caminhos: ela ou a outra. No caso, a matriz e a filial.E, não mais que de repente, a co-pilota o colocou em xeque: ou vai ou... vai? Isso mesmo.Ele freou, pensou e está traçando planos. Ainda há tempo, não tem trem vindo atrás. Ao menos, por enquanto....

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Regra número 1: mulheres que se acham seguras, têm medo e uma esperança latente em dizer para si - se acalme, se acalme. Tudo está sob meu controle.

Regra número 2: homens acreditam em mulheres que se acham seguras.

Regra número 3: revistas femininas e comédias românticas são grandes aliadas... dos homens.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

...ser leal, do que fiel... PARTE II

Ela adora café. Sem açúcar e sem adoçante. Não dispensava uma xícara, uma gota. O café a nutria. Dava ritmo à sua vida. O café... Ah, o café...Mas um dia conheceu o chocolate quente. Foi por acaso, em uma manhã de domingo. Tinha acabado de acordar e viu que o pacote de café em pó chegara ao fim. Foi à padaria comprar, mas também não tinha. Então, olhou o menu e viu: chocolate quente. Nada mal, pensara. Afinal, o clima cinza claro e muito, muito gelado tomava conta daquela manhã solitária.A partir daquele dia, o chocolate quente era o seu parceiro preferido. Quando pensava no aroma e no sabor daquela calorosa xícara seu dia ficava mais bonito.Foram semanas, dias. Mas um dia caiu na real de que o café era o seu verdadeiro amor e o chocolate quente foi apenas uma paixão, passageira, como todas as paixões. O café era o seu companheiro tanto em dias frios, como os quentes. Ele era o que sempre esteve ao seu lado.Então, foi o dia que ela descobriu que preferia ser leal, do que fiel.Ser leal é um estágio muito maior de sentimento. Ao que muitos denominam de amor, ela chama de lealdade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Melhor leal do que fiel...


Estava entediada. Não porque eram 7h, mas, pelo simples fato de que, acordar todos os dias ao lado da mesma pessoa a fizera cansar. Sabe como é, era considerada uma pessoa de pouca aptidão para a rotina. Seus relacionamentos eram o que se poderiam chamar de "flexíveis". Amava conhecer gente nova, mas as amizades que tinha há tempos procurava manter. era o seu conforto, a sua paz, o seu refúgio e a sua razão. Mas estava entediada.


Se olhou no espelho e viu no reflexo uma mulher cansada. "Três semanas seguidas com a mesma pessoa ao lado. Impossível", pensara. De relance, via o 'ser' se espreguiçar na cama e soltar um sonoro 'Bommm Dia'. Retribuiu o gesto com um gelado "Dia" e um sorrisinho de canto. "Isso não foi nada educado, garota", pensou. Juro que pensou isso.Naquele momento seu celular tocou. Era uma mensagem de um cara que não via a tempos. Olhou para o celular e para o cara que insistia em ficar no quarto e disse. Uau! Que dia! "Que vaca, você", resmungava para si em seus pensamentos.

Durante o dia ficou remoendo a dúvida. Retorno? Vou ao encontro? Faço de conta que não li. Foi então que duas mulheres recém saídas da academia passaram por ela e, durante a conversa, disseram: Prefiro ser leal, do que fiel. A outra, no mesmo instante completara: "Amiga, nunca trair em um relacionamento é a mesma coisa que não tomar um sorvetinho durante a dieta, vai lá boba.


Diante de tantos 'sinais' correu para o celular e decidiu que mandaria a mensagem para marcar o "encontro secreto". Neste instante ouviu um cansado "Bip", a bateria do dito cujo tinha acabado...